David Brainerd foi um missionário entre
os índios no século 18. O trecho a seguir foi retirado de seu diário,
no relato do dia 25/04/1742, conforme descrito no livro "A vida de David
Brainerd entre os índios", de Jonathan Edwards, editora Fiel, página
31. Que possamos nos inspirar no seu amor por Cristo e desejo por mais
santidade, e que o Espírito fale profundamente em nosso coração.
Dia do Senhor, 25 de abril.
Hoje
pela manhã passei cerca de duas horas em deveres secretos, e fui
capacitado, mais do que nunca, a agonizar pelas almas imortais. À noite
eu estava muito enternecido com o amor divino e pude sentir algo da
bem-aventurança do mundo superior. As palavras do Salmo 84.7
arrebataram-me com muita doçura divina: "Vão indo de força em força;
cada um deles aparece diante de Deus em Sião". Como Deus, vez por outra,
nos concede um acesso até bem perto dEle, em nossos apelos a Ele! Isso
bem pode ser designado de "aparecer diante de Deus". De fato, assim
sucede, em um verdadeiro sentido espiritual e no mais aprazível sentido.
Penso que nestes vários meses não tenho tido tal poder de intercessão,
tanto pelos filhos de Deus quanto pelos pecadores mortos, como tive
nesta noite. Desejei e ansiei pela vinda do meu querido Senhor; desejei
juntar-me às hostes de anjos em louvores, totalmente livre da
imperfeição. Oh, o bendito momento se aproxima! Tudo quanto quero é ser
mais santo, mais parecido com o meu querido Senhor. Oh, quero muito a
santificação! Minha própria alma anela pela completa restauração da
bendita imagem de meu Salvador, a fim de que eu esteja pronto para os
benditos aprazimentos e atividades no mundo celeste.
"Adeus, mundo vão; minha alma pode dar-te adeus.
MEU SALVADOR ensinou-me a abandonar-te.
Teus encantos podem satisfazer a uma mente sensual;
Mas não podem alegrar uma alma destinada a DEUS.
Reprime tua atração; cessa de chamar a minha alma;
Está fixado pela graça: meu Deus será meu TUDO.
Enquanto Ele assim me permitir ver as glórias celestes,
Tuas belezas murcham, não há lugar para ti no meu coração."
O
Senhor refrigerou-me a alma com muitos doces trechos de Sua Palavra.
Oh, a nova Jerusalém! Minha alma deseja-a muito. Oh, o cântico de Moisés
e do Cordeiro! E aquele cântico bentido que ninguém pode aprender,
exceto os que foram "remidos na terra"!
"Senhor, sou aqui um estranho solitário;
A terra nenhum consolo verdadeiro pode oferecer;
Embora ausente de meu mais Querido,
Minha alma compraz-se em clamar: Meu Senhor!
Jesus, meu Senhor, meu único amor,
Possui minha alma e dali não te apartes,
Concede-me amáveis visitas, Pomba celestial:
Meu Deus terá então todo o meu coração."

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